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19/09/2018

Você sabe o que é Exterogestação e qual a relação com a odontologia ?


Exterogestação é uma teoria criada pelo antropólogo  e humanista Ashley Montagu, e atualmente com grande valor socioafetivo, cultural e utilidade na área da saúde comportamental, podendo inclusive ser adaptada e usada dentro da Odontologia.
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Ela consiste em continuar a gestaçãodo bebê fora do útero durante os seus 3 primeiros meses, período no qual requer cuidados especiais para que o bebê possa se inteirar aos poucos à vida fora da barriga da mãe. Isto é essencial para o seu desenvolvimento, bem como o estreitamento de laços de confiança com a mãe.
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💡A ideia é tentar recriar ao máximo as sensações que o bebê tinha dentro do útero, de maneira afetiva e presencial, e isso inclui não usar ou contar com bicos artificiais, e é aí que o Odontopediatra que busca o entendimento global do pequeno paciente e de sua família pode ajudar.
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Para acalmar o bebê, além da amamentação em livre demanda, que é considerado o padrão-ouro, existem as dicas de exterogestação: 
contenção/contorno/“charutinho” com uma manta de forma mais apertadinha; 
 Canções e embalo; 
 Colo/Sling: posição lateral ou de bruços (no colo); 
 Ruído branco (sons do útero = chiado, aspirador de pó, secador de cabelo, rádio fora de estação ou barulhos próprios/“white noises” que podem ser baixados na internet; 
 Massagem/Shantala; 
Balanço numa bola de Pilates; 
Banhos em balde-ofurô; 
Sono seguro (dormir próximo no mesmo quarto ou cama compartilhada)... enfim, são tantas opções. Mas, especialmente, atender à necessidade do bebê, que tanto pode ser física (fome, frio, calor, fralda cheia, tédio, hiperestimulação...), como emocional (necessidade de carinho, aconchego...), e jamais  deixá-lo chorando.
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Todos os pais deveriam aprender sobre a importância da exterogestação, do toque, apego seguro e necessidades emocionais do bebê. Chupeta silencia, mas não satisfaz adequadamente nenhuma das necessidades humanas do início da vida. Um bebê plenamente satisfeito, em curto prazo, dá mais espaço para descanso e independência dos seus cuidadores do que aqueles que são mal atendidos e incompreendidos em suas demandas vitais.
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